26 de Novembro de 2014

SINPEF-PR recomenda

 

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ASSÉDIO MORAL INTERPESSOAL E ORGANIZACIONAL: Um enfoque interdisciplinar

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Livros

AUTORES
Adriane Reis de Araujo
André Davi Eberle
Débora Miriam Raab Glina
Lis Andrea Pereira Soboll
Lys Esther Rocha
Luciano Augusto de Toledo Coelho
Maria Virgínia Filomena Cremasco
Ricardo Tadeu Marques da Fonseca
Thereza Cristina Gosdal


Organizadoras
LIS ANDREA PEREIRA SOBOLL
THEREZA CRISTINA GOSDAL


EDITORA LTR

Esta obra representa o resultado do trabalho de um grupo de estudos que se dedicou à discussão multidisciplinar do assédio moral, durante mais de seis meses, numa tentativa de somar esforços para o alcance de uma melhor compreensão do assédio moral.

O que nos reuniu foi, inicialmente, um certo desconforto intelectual com a percepção de que os estudos têm sido produzidos, em regra, a partir do enfoque da saúde no trabalho, da Psicologia ou do Direito, sem que tais saberes dialoguem entre si, na compreensão de um fenômeno que é, essencialmente, interdisciplinar, interessando à Sociologia, à Psicologia, à Medicina do Trabalho, ao Direito, concomitantemente.
Salientamos que não contamos com a participação de médicos no grupo de estudos (embora presente a contribuição da Dra. Lys Ester Rocha nos textos específicos da parte II), mas lemos e consideramos as obras de profissionais da área, como Margarida Barreto e Marie-France Hirigoyen. Também observamos, neste aspecto, que o respeito pelo olhar do outro e a contribuição a partir da diferença no trato da matéria marcou nossos encontros.

Também nos motivou a percepção da utilização inadequada e difundida do
conceito de assédio moral: atualmente, tudo é qualificado como assédio moral. Se o chefe se altera e discute com o empregado uma única vez, o empregado diz que sofreu assédio moral; se um empregado ganha menos que outro, não considera mais a situação como pretensão de equiparação, mas diz que está sendo assediado; um conflito pontual entre colegas, tem sido qualificado como assédio.

Outra questão que nos provocou a estudar a matéria foi a percepção, tanto na prática com pacientes no atendimento psicológico, quanto no trabalho jurídico com as denúncias de assédio moral, que nem sempre aquilo que parece é, efetivamente, assédio moral. Explicando melhor, verificamos que as estatísticas e pesquisas de campo sobre o tema levam em consideração apenas o relato do trabalhador, o que corresponde, a rigor, a uma compreensão parcial. Muitas vezes a prática que, se considerado apenas o relato do trabalhador, seria imediatamente identificada como assédio moral, se mostra como duvidosa quando se ouve o outro lado, o do suposto assediador, ou da empresa.
(...)