A Operação Jaguar, da Polícia Federal (PF), resulta na prisão de 15 pessoas. A ação foi deflagrada na tarde dessa terça-feira (20) nos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Paraná. A operação tinha como objetivo desmantelar uma quadrilha que praticava a caça clandestina de onças pintadas, pardas e pretas, na região do Pantanal e em outras regiões do país.
As investigações foram iniciadas com o suporte do Instituto Brasileiro de Maio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama) no ano passado, após a descoberta de carcaças de onças em algumas fazendas do Pantanal e também com o desaparecimento de onças monitoradas pelo Ibama.
De acordo com a Polícia Federal, a quadrilha realizava um esquema organizado de caça, sendo que um caçador profissional do Paraná ficava responsável por organizar as atividades de caça, que também contavam com a participação de um taxidermista, responsável pelo empalhamento dos animais abatidos.
A PF não descarta a possibilidade do grupo participar de safáris na África, introduzindo no Brasil, peles e partes de animais caçados naquele continente, inclusive no tráfico de marfim, cuja comercialização é proibida internacionalmente.
Ao todo foram cumpridos sete mandados de prisão temporária, sendo dois em Miranda e Rondonópolis (MT) e três no Paraná. Também estão sendo cumpridos 14 mandados de busca e apreensão.
Na tarde de ontem, mais oito pessoas foram detidas em flagrante durante uma ação da Polícia Federal em conjunto com o IBAMA em fazendas da região de Sinop em Mato Grosso. Entre os detidos estão quatro argentinos, um paraguaio e três brasileiros, sendo um deles policial militar. Segundo a PF, todos estavam portando armas de diversos calibres.
Os suspeitos serão indiciados nos crimes previstos na Lei de Crimes Ambientais (lei 9605/98) – Perseguir, caçar ou matar animais da fauna silvestre sem permissão – Pena de seis meses a um ano e ainda por porte ilegal de arma de fogo, cuja pena prevista é de até 4 anos de reclusão e mais o artigo 288 do Código Penal (Formação de Quadrilha ou Bando – Pena de 1 a 3 anos de reclusão. A PF realizará uma coletiva sobre a operação nesta manhã, às 10 horas sobre a operação Jaguar.