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LEI Nº. 12.432 de
2 de outubro de 2007.
“Institui o Dia do Policial Federal, no âmbito do Município de Curitiba.”
A CÂMARA MUNICIPAL DE CURITIBA, CAPITAL DO ESTADO DO PARANÁ, aprovou e eu, Prefeito Municipal, sanciono a seguinte lei:
Art. 1º. Fica instituído no âmbito do Município de Curitiba, o “Dia do Policial Federal”, a ser comemorado anualmente no dia 8 de março.
Art. 2º. O evento instituído passará a constar do Calendário Oficial da Cidade.
Art. 3º. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
PALÁCIO 29 DE MARÇO, em 2 de outubro de 2007.
Carlos Alberto Richa
Prefeito Municipal
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"Um tributo aos policiais"
Quando erram, nós não os perdoamos, somos, freqüentemente, implacáveis com eles. Até que, num fim de semana trágico, vislumbramos o que seria de nós sem a polícia. Aos mortos, e aos vivos, o Fantástico faz um tributo.
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NINGUÉM MERECE VOSSA EXCELÊNCIA
-- O quêêê! Vossa Excelência está discordando de minha decisão? Vossa Excelência é um renegado! -- Ah, é, é! Por quê não poderia eu discordar de Vossa Excelência? Vossa Excelência é um ditador! -- Vossa Excelência é um asno e não sabe nada! -- Sei, e muito! Aqui nesta cabeça tem é muito conhecimento. Não sou igual uns e outros desta casa, que ficam dando autógrafos... Maquiando-se... Rodando a baiana... -- Cale a boca! Vossa Excelência está passando dos limites. Já está sobrando cafajestia. E Vossa Excelência não se atreva a dar nem mais um passo fora dos trilhos! -- Ah, é, é! Olha quem está mandando! Vossa Excelência é o mínimo! Não pode mandar. É pequeno no conhecimento. Pequeno nas virtudes. É pequeno na estatura moral... É grande na arrogância e nas decisões escusas. -- O quêêê! Me chamando de corrupto? Vossa Excelência é um crápula! -- E Vossa Excelência um canalha! -- E Vossa Excelência, então! É um... Um... Sub-raça! -- Ah, é, é! Pois convido Vossa Excelência a irmos lá pra fora! - X - -- Olá, meu camarada! Tudo certinho? Família vai bem? -- Vai bem, meu amigo. Vai bem. Mas... -- ... Ligue não! Temos divergências, discordâncias, a gente discute, interpela, reconsidera, pondera... O mecanismo funciona assim mesmo. Mas no fim tudo acaba em samba! E sempre vamos pescar juntos, não é mesmo? -- É! Na verdade, no final tudo dá certo. Acho que eu me exacerbei um pouco. Fui descortêz... Grotesco! -- Quê, nada! Eu é que fui descortêz. Um... Um crápula! -- Não! Eu é que fui injusto. Um... Um cafajeste! -- Não, não! Eu fui um monstro prepotente! -- Nana, nina, não! Eu é que... -- ...Tá bom! Então, nós é que somos... dois cafajestes! ...Vamos entrar? - X - -- Estimo que Vossa Excelência tome jeito agora e me respeite! -- Olha só quem está falando! Vossa Excelência não tem moral para exigir respeito nem de uma calopsita! Vossa Excelência é um... É um... - X - -- Senhores! Senhores! Façam o favor, ein? Quem sabe não seria melhor ficarem mais tempo lá fora? - . - CÃES PASSAGEIROS Os carros, esses cobiçados bólidos, de posse e consumo, desfilam para lá e para cá. Ventarolas abertas, exibindo cãezinhos mimados. Cãezinhos -já não mais felinos- humanizados, com seus pelos macios e bem cuidados, esvoaçando ao vento. Imagino -utopicamente- em cada cãozinho desses, em cada um de seus vultos, um "menino de rua", sentado ali, no banco do carona, sorridente e estasiado com o acesso repentino às luzes da vida -espectramente presente- alguém lhe afagando a tez, prometendo-lhe um teto. Prometendo-lhe um nome! UM NOME! As melhores loções e os melhores xampús; as comidas sofisticadas dos inéditos restaurantes; as criativas roupas da moda. Prometendo-lhe os melhores planos de saúde, consulta com os melhores pediatras. As melhores escolas. O convívio pacífico e social com outros menores, no aconchego de mornas lareiras. Que lhe ofereçam, sem limites ou condições, as poltronas plumadas das salas de confortáveis "canis humanos", e ao tempo que o levem para lá e para cá em reluzentes automóveis, mesmo que seja para exibí-lo em público, esperando retorno de alguma voz anônima, num entusiasmado e esclamativo... "QUE BONITINHO!!!"
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| Autor: Vilson CAPELETI Boff |
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