LEI Nº. 12.432 de
2 de outubro de 2007.

“Institui o Dia do Policial Federal, no âmbito do Município de Curitiba.”

A CÂMARA MUNICIPAL DE CURITIBA, CAPITAL DO ESTADO DO PARANÁ, aprovou e eu, Prefeito Municipal, sanciono a seguinte lei:

Art. 1º. Fica instituído no âmbito do Município de Curitiba, o “Dia do Policial Federal”, a ser comemorado anualmente no dia 8 de março.

Art. 2º. O evento instituído passará a constar do Calendário Oficial da Cidade.

Art. 3º. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

PALÁCIO 29 DE MARÇO, em 2 de outubro de 2007.

Carlos Alberto Richa
Prefeito Municipal





"Um tributo aos policiais"

Quando erram, nós não os perdoamos, somos, freqüentemente, implacáveis com eles. Até que, num fim de semana trágico, vislumbramos o que seria de nós sem a polícia. Aos mortos, e aos vivos, o Fantástico faz um tributo.

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O BRASIL ESTÁ FALANDO...COMPLICADO

Um idioma resume a bagagem expressiva e comunicativa de uma “tribo”, de um determinado grupo de indivíduos, de uma nação. Caracteriza ou individualiza tal grupo. E nesse sentido, para expressar-se dentro de um idioma característico os indivíduos vão criando mensagens verbais, adaptando e adicionando termos, muitos dos quais, a princípio, soam ridículos, risíveis, mas que pela usualidade acabam tornando-se corriqueiros e parte definitiva do glosário.

"TIPO ASSIM", a "GALERA", num determinado ponto de uma conversa, não tendo ao alcance a palavra que seria certa para explicar que um fato está insolúvel, enrolado, ou também para recompor-se ou dar um tempo para reafirmar-se, lança logo uma palavra que no entendimento seu quer significar "difícil", "embaraçoso", “delicado", "confuso"... COMPLICADO mesmo. "NINGUÉM MERECE!"  O mundo vai seguindo o seu destino, o seu caminho, como seja, e isso tudo é "MUITO IRADO". Não dá para meditar mesmo, parar um pouco pra pensar.

"CA-RA-CO!" “QUI MASSA!” Tem umas coisas por aí que são "MUITO DÉIS!" Um amigo está "FICANDO" com uma amiga e ela só quer "NAMORÁ". A mãe dela é só "NEURO". "É ASSIM" : a gente "FICA",  vai "FICANDO..." "TÁ LIGADO?”

Todo esse palavreado utilizado na conversação por diversas idades e "tribos", tem também uma origem diversificada e causas incomuns entre si. Os "patricinhos", os adolescentes que iniciam modismos -quase sempre fora de regramentos-  impulsivos, estão na idade de mostrar que são capazes, possuem seus termos peculiares, que "NINGUÉM  MERECE!"  Os adultos, as pessoas que trabalham, no corre-corre dos afazeres diários, esses estão mesmo falando "COMPLICADO". Por comodismo ou interesse limitado ou selecionado, por falta de leitura ou leitura aplicada, não estão muito interessados com a diversificação vocabulária necessária. Vão passando de indivíduo para indivíduo que tal coisa está "COMPLICADA". "É COMPLICADO!" "É COMPLICADO!" O Brasil todo está falando "COMPLICADO". Ao ser requerido, o brasileiro tira rapidinho da cartola aquela palavra que resulta mágica, salvadora de uma gafe, de um vazio, uma falta de resposta: "É COMPLICADO!" "SEI LÁ... É COMPLICADO."

Não se obriga a um cidadão instruir-se a ponto de na prática expressar-se com naturalidade, com fluência de vocábulos ou expressões abundantes. Mas não há dúvidas que as pessoas elegem coisas que consideram mais prementes na sua existência (como alimentar-se, vestir-se, apresentar-se, saciar-se...) Mesmo porque a maioria da população tem que escolher entre sobreviver ou dar-se o "luxo" de pensar que existem bibliotecas, livros, dicionários, etc. Não é modismo praticar o "complicado".  É um recurso automático, instantâneo que, apesar dos indivíduos estarem distantes fisicamente logo o assimilam, haja vista a infinidade de veículos de comunicação de massa disponíveis a cada dia que passa: celulares, televisores, computadores, etc.

Em outras épocas também baixaram ondas importando expressões diversas que, soando receptivas ou não, tiveram seus reinados, foram ventiladas pelos menos avisados, cada qual exibindo-se ao seu tipo.

A década de 70 foi pulverizada por expressões como "BOKOMOKO", (brega); "CAFONA", (do italiano cafone -brega); "BRASA MORA!"; "BICHO", "PLAYBOY", "BLACK POWER", etc, palavras pronunciadas diuturnamente, por adultos. Estavam na moda. Passaram. Umas mais vagarosamente que as outras.

Deixemos os adolescentes com seus palavreados e criações próprias bem à vontade! Quem sabe tragam assim com suas criações, alguma inovação salvadora para os velhinhos. Os jovens não erram. Talvez copiam erroneamente. Em todo o caso eles têm todo o tempo para acertar...

Quem de nós, os aficionados do futebol, não ouviu a expressão desconstrutiva e intragável "MEIO QUE"  no decorrer de uma competição?      O  locutor, (aquele, que deveria dar um bom exemplo), o que concentra todas as atenções dos espectadores, a opinião justa é a dele, a palavra bonita é a dele, gabando-se de seu linguajar pujante e docente, declara com voz espectorante que “o jogador tal chutou a bola "MEIO QUE..."  Fulano entrou na jogada "MEIO QUE “ sem vontade. Arg! "NINGUÉM MERECE!"  esse "MEIO QUE!"

Se "NINGUÉM MERECE"  o papo careta da "aborrescência" emergente por achar "TIPO ASSIM", "MEIO QUE"  fora de órbita, não se stresse. Essa onda é talvez estacionária da idade, renovável a cada geração? Provavelmente também passa.

O complexo televisivo também inventa  moda, dita expressões. Respinga palavras decoradas no público. Ocasionais. Tempo de novelas, telejornais. Telespectadores repassam a outros, num círculo vicioso. Se esses não estiverem alertas, incorrem automaticamente na tarefa de serem ainda difusores destes termos, que muitas vezes nem fazem parte de um vocabulário simpático. Malditas sejam certas palavras -pegadinhas- certas expressões!

"MUITO IRADO" é um apresentador de televisão, desses, das maiores redes, que em horário nobre abre o sorriso decorado para pronunciar  “é um "PRE-VI-LÉ-GIO"  recebermos em nosso meio o Sr. fulano de tal... “ Mas não haverá mesmo dicionário -em português- na face desta terra, que possa abrir página e lá exibir-se a distinta palavra, uma vez que a mesma é impressa como sendo "PRIVILÉGIO".



Autor: VILSON CAPELETI BOFF

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